“Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos” (1 Coríntios 13.9).Não estamos no mesmo contexto de Paulo quando escreveu aos coríntios, ordenando a teologia de uma igreja ativa, porém ambiciosamente orgulhosa. Mas, ainda assim há semelhança suficiente para aplicarmos esta frase em nossa vida.
Líder destacado. Líder destacado, agora instruído. Bacharel em teologia. Mestre. PhD em teologia, ou em Ciência da religião, ou algo semelhante. Em meio a tanta formação e informação, cerimônias, debates, aulas, pregações, e afins; o que realmente diferencia o comum do incomum?
Entre alguém que pensa muito saber e alguém que sabe pouco conhecer, qual a diferença, já que para ambos, conscientemente ou não, há limite certo no conhecimento e na aplicação deste? Por melhor observador, e por maior agregador que sejamos, em parte conhecemos e em parte ensinamos, pregamos, discipulamos.
“O amor nunca falha” (1 Coríntios 13.8a).
A diferença é o amor. Amor de Deus compartilhado com o homem, que quando enraízado, o torna humilde e agregador. Através deste enxergamos que nossa participação nas “conquistas” está mais em sermos conquistados do que em conquistarmos o conhecimento; sendo esta uma boa aplicação de que o “temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Somos tomados, conquistados pelo Senhor, para então entendermos a sabedoria; que é sempre visível através dos relacionamentos: “A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tiago 3.17).
Após tanto esforço, ou mesmo completa ausência de esforço, o que ficou?
Tantas conversas e debates, o que ficou de bom conselho? Tantas pessoas, tantas risadas, o que ficou de verdadeira e doce amizade? Tantas mensagens ouvidas, ou pregadas, o que ficou de vida? Tantas horas de estudo e de pesquisa, o que ficou de aplicação? Tanto investimento, o que ficou de bom para a família? A família ficou?
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (João 15.10a).
O amor fica! O amor é o resultado dos mandamentos do Senhor. Por isso Paulo escreveu que o amor nunca falha. Qualquer coisa passa, mas o amor fica.
Depois que você, assim como eu, passar, o que ficará? De tudo o que conquistou ou foi conquistado, de tudo o que fez ou deixou de fazer, o que ficará que valerá a pena? Oxalá, seja o amor!



Para ser, estar, ou fazer algo o que é essencialmente necessário? Vontade. É certo que há momentos e situações que somos empurrados a uma atividade ou realidade que vai além de nossa disposição imediata. Muitas vezes a vontade surge após certa “obrigação”. Lembro de meus filhos quando diante de algumas sardinhas fritas, reagiram com o tradicional “eca!”. Obriguei-os a provarem, afinal só se sabe se alguma comida é boa quando se prova! Ao passarem pela inquisitiva degustação, a reação final (agora com bagagem, com consistência) foi o interessante “humm! Que delícia”. Quase não comi minhas saborosas sardinhas, felizmente (ou infelizmente) todos os três aprovaram. Daí por diante, comem com vontade.








