domingo, 1 de julho de 2007

O que ficará?

“Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos” (1 Coríntios 13.9).

Não estamos no mesmo contexto de Paulo quando escreveu aos coríntios, ordenando a teologia de uma igreja ativa, porém ambiciosamente orgulhosa. Mas, ainda assim há semelhança suficiente para aplicarmos esta frase em nossa vida.

Líder destacado. Líder destacado, agora instruído. Bacharel em teologia. Mestre. PhD em teologia, ou em Ciência da religião, ou algo semelhante. Em meio a tanta formação e informação, cerimônias, debates, aulas, pregações, e afins; o que realmente diferencia o comum do incomum?

Entre alguém que pensa muito saber e alguém que sabe pouco conhecer, qual a diferença, já que para ambos, conscientemente ou não, há limite certo no conhecimento e na aplicação deste? Por melhor observador, e por maior agregador que sejamos, em parte conhecemos e em parte ensinamos, pregamos, discipulamos.

“O amor nunca falha” (1 Coríntios 13.8a).

A diferença é o amor. Amor de Deus compartilhado com o homem, que quando enraízado, o torna humilde e agregador. Através deste enxergamos que nossa participação nas “conquistas” está mais em sermos conquistados do que em conquistarmos o conhecimento; sendo esta uma boa aplicação de que o “temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Somos tomados, conquistados pelo Senhor, para então entendermos a sabedoria; que é sempre visível através dos relacionamentos:
“A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tiago 3.17).

Após tanto esforço, ou mesmo completa ausência de esforço, o que ficou?

Tantas conversas e debates, o que ficou de bom conselho? Tantas pessoas, tantas risadas, o que ficou de verdadeira e doce amizade? Tantas mensagens ouvidas, ou pregadas, o que ficou de vida? Tantas horas de estudo e de pesquisa, o que ficou de aplicação? Tanto investimento, o que ficou de bom para a família? A família ficou?

“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (João 15.10a).

O amor fica! O amor é o resultado dos mandamentos do Senhor. Por isso Paulo escreveu que o amor nunca falha. Qualquer coisa passa, mas o amor fica.

Depois que você, assim como eu, passar, o que ficará? De tudo o que conquistou ou foi conquistado, de tudo o que fez ou deixou de fazer, o que ficará que valerá a pena?
Oxalá, seja o amor!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Uma nova geração

Desanimador para alguns líderes (leigos) perceber que por mais que se esforcem e corram atrás de apoio para que seus ministérios se desenvolvam, travam na burocracia eclesiástica, ou na indiferença pastoral, ou na superficialidade de outros líderes.

Desanimador reconhecer que a superficialidade de alguns líderes se dá porque são reflexo de suas igrejas. Assim, como é triste perceber que a dificuldade de apoio tem como sua raiz a desarmonia entre as igrejas. Pior ainda é constatar que a indiferença, a burocracia e a visão míope pastoral é a maior responsável pela desenvoltura medíocre, quando não terrível, das extensões ministeriais de nossas igrejas, como AMDE, UJUBRE, SAIBRES e UHBRESP.

Desanimador detectar poucos com real disposição de se doar para que todos recebam.

Animador lembrar que independentemente de qualquer coisa, nosso serviço (nosso ministério) é nossa maior expressão de adoração ao Senhor. Somos chamados, capacitados e responsabilizados em proclamar a glória do Senhor. “Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).

Animador visualizar a mudança na próxima geração, acreditando que a semeadura não será em vão, já que por diversas vezes se fez necessário a morte de uma geração para que a renovação fluísse. [Sinto um respirar de novos ares em alguns candidatos a líderes na geração jovem, apesar de que percebo um certo continuísmo em outros]

Animador enxergar tudo isto como desafio. Como seria sonolento o ministério se tudo estivesse em seu perfeito lugar, sem a necessidade de aperfeiçoamento.

Espero que a próxima geração viva baseada no entendimento de que a experiência proposta por Deus é mais desejável do que qualquer coisa que satisfaça ao homem, seja no prazer externo, seja no interno, no pessoal. A vida cristã a qual somos chamados a viver, não é uma teologia de pontapé, de indiferença, de frieza nos relacionamentos, de disputa entre a inveja e o egoísmo, mas sim a teologia da espiritualidade autêntica que produz uma vontade de servir a Deus. Uma vontade que quebra a arrogância do mais saber, do mais ser, ou do mais querer.

Trabalho para que a próxima geração viva o prazer de adorar a Deus sem segundas intenções. O prazer de estar junto ao seu povo, louvando-o sem pedidos. O prazer de simplesmente admirá-lo. O prazer de sentir e de expressar sua alegria. O prazer de estar ao seu lado. O prazer de servi-lo por amor, como expressão de louvor. Esta espiritualidade é a única coisa que cura o interior do homem e produz verdadeira satisfação.
Humanamente desanimador, porém, divinamente animador. A expectativa divina há de prevalecer sobre nossos ministérios. E, enfim, sobre o movimento batista regular. Oxalá!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Para que serve uma associação de igrejas?

Esta é uma pergunta que tem recebido respostas diferentes. Algumas simples e outras de difícil entendimento, menos pelo conteúdo, mais pela lógica sofrível.

De um lado, temos os que afirmam servir para unir as igrejas a fim de simplesmente manter a comunhão entre seus membros, a começar por seus líderes. Aos seus olhos esta união serve como um bálsamo, um descanso dos problemas, da agitação, um renovar da presença do Senhor no meio de sua igreja, uma lembrança de que não estamos sós. Consequentemente a ênfase recai sobre o alimento espiritual, recebido através das mensagens, dos estudos, do louvor e das orações. Simplificando, diríamos que a área principal seria a edificação.

De outro lado, temos os que afirmam servir para unir as igrejas a fim de avançar na proclamação do evangelho. Aos seus olhos esta união serve para traçar e executar projetos missionários, ou mesmo acadêmicos. Consequentemente a ênfase recai sobre estratégias missionárias, formação de liderança, organização eclesiástica, entre outras. Simplificando, diríamos que a área principal seria a evangelização.

Há, ainda, os que desejam unir as duas visões. Seria possível? Seguindo a revelação do Senhor, sim; afinal, o propósito da igreja de Cristo é sintetizado exatamente nas duas vertentes: evangelização e edificação. Além disso, ambas as visões enxergam a necessidade de unidade, de um foco em comum para todas as igrejas associadas. E, seguindo a lógica eclesiástica, uma leva a outra: evangelização exige posterior edificação, que exige posterior evangelização.

Qual a dificuldade? Para alguns, o entendimento. Dificuldade de enxergar o que é e o que viria a ser. Para outros, o medo. Pavor da contaminação que arriscaria a compreensão do que é melhor para sua igreja. Receio de ser engolido, ou até mesmo de ser reconhecido, não positiva, mas negativamente, sendo realçadas suas limitações. Para outros, ainda, o sedentarismo eclesiástico. A preguiça de se envolver com uma rotina dinâmica que exigiria boa dose de energia e de doação.

Creio que o combustível, na maioria das vezes imperceptível, para todas estas dificuldades é a compreensão inadequada da soberania de Deus, somada ao entendimento da responsabilidade ministerial. De um lado, a seriedade acerca da soberania divina que causa receio de desagradar, de ser repreendido, enrijecendo a ação ministerial. De outro lado, a seriedade acerca da responsabilidade ministerial que enfatiza a ação do homem, diminuindo o foco na ação divina. Assim o sucesso da obra se torna mais dependente da perfeição do trabalho humano do que do poder de Deus.

Inculcar o ministério (a igreja) como projeto de Deus e não nosso, ajuda a relaxar; não se tornando irresponsável, mas sim confiante no direcionamento do Espírito. A vida das igrejas depende mais do Senhor do que de nós. O crescimento moral e espiritual dos membros depende mais do agir do Espírito por meio de sua revelação do que de nossa capacidade de expor nossos pensamentos e visão. Assim, a unidade de nossas igrejas, sendo refletida no relacionamento maduro e robusto de nossas associações depende de visualizarmos mais a Deus e menos a nós mesmos. Conforme enxergamos, pensamos e agimos como o Senhor, somos libertados de nosso maior inimigo: “o eu” centralizador, teimoso, desconfiado, amargurado e impiedoso.

A contribuição efetiva de nossas associações depende de sua libertação de nossas garras. Enquanto, como deuses, lutarmos para determinar o que é importante para todos (ao nosso modo), não experimentaremos a agradável harmonia da presença do verdadeiro Deus. Que soberanamente nos indica o caminho por meio de seus princípios (inegociáveis), em tudo abraçados pelo amor, que nos motiva a harmonia nos projetos, nas realizações, e até mesmo nas discordâncias.

Para que serve uma associação de igrejas? Seja qual for a sua opção de resposta, serve para refletir o amor de Deus, por meio da unidade de sua igreja. Assim, como serve para refletir a glória de Deus através do alcance de seu evangelho, quer através da evangelização quer através da edificação. Espero que na próxima vez que me reunir com irmãos em uma de nossas assembléias, enxergue Deus em nossas palavras, atitudes e reações. Não esporadicamente, e em alguns, como exceções, mas no conjunto de nossa representação.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Não deixe de ter fome, não deixe de sonhar

Sem perceber cada ser humano é empurrado a uma vida de rotina cultural, social, profissional, moral e espiritual. Nascemos em meio a uma rotina já existente; crescemos engolindo uma formação goela abaixo, prevalecendo a visão (rotina) dos responsáveis por nossa rotina; e, paulatinamente, nos adaptamos ao ritmo daqueles que já estão na estrada rotineira da vida. Inclua nesta estrada a rotina de ciclicamente mudar alguns costumes, retornando ao anterior, tempos depois, e voltando, retornando, ...
Antigamente, principalmente em algumas culturas, filho de peixe peixinho se tornava, isto é, o filho seguia a rotina do pai. Se, o pai era professor, o filho professor seria; e isto porque seu avô também já o fora. Hoje em dia, a rotina é o filho seguir por outro caminho a fim de ser mais bem sucedido que seu pai, que já fora melhor que seu avô. Rotinas que permanecem e rotinas que vem e que vão por pertencerem à rotina da mudança.

Existem muitas coisas estranhas, que simplesmente aceitamos (vivemos) sem darmos conta de sua origem, valia, ou funcionalidade. Dentre estas coisas estão as rotina moral e espiritual. Moralmente direciona-se a se viver como a maioria, aceitando o que ela aceita, e repetindo seu jeito de ser, mesmo que suas decisões sejam eticamente questionáveis. Em alguns países, como no Brasil, a ética lógica é a indesejada, a chata, a do contra; já a aceitável e querida é a moral do jeitinho que acerta as diferenças, mesmo que estas sejam absurdamente incoerentes. No discurso prevalece a ética, já na prática a estética com a cara e o gosto do grupo em que se vive. Escuta-se o correto com ouvidos surdos e pratica-se o jeitinho com olhos cegos e mãos bobas.

Espiritualmente aprende-se a ser religioso. Em muitos casos, religião é negócio de família. No caso do cristianismo é só escolher entre o ser católico, evangélico ou praticante de alguma seita, e entrar na rotina. Seguir os mandamentos divinos normalmente experimentados através das regras humanas, criando os costumes de cada igreja.

Você que lê este texto, provavelmente seja “evangélico”; talvez “batista”, ou “presbiteriano”, ou “assembleiano”, ou portador de outro nome denominacional. Dependendo de sua rotina, teve formação tradicional, valorizando certos pontos e tendo alergia religiosa a outros. Caso contrário, a formação “liberal” é a que prevalece seguindo a mesma rotina de valorizar certos pontos em detrimento de outros.

Em meio a tudo isto está a pior das rotinas: valorizar a morte. Isto se faz quando se prioriza a religião e se ignora a espiritualidade; quando se troca Deus pela igreja; quando se troca a santidade pelo legalismo; a Revelação pela denominação; quando ao invés de cultuar ao Senhor, em espírito e em verdade, o “crente” segue a rotina da solenidade politicamente correta. A rotina de ser crente cega, tirando a visão espiritual, assim como tira a fome da presença de Deus, levando ao contentamento através dos móveis, do prédio, da administração, do viver comunitário, enfim, imagens, ídolos evangélicos. Esta rotina maldita acaba com a esperança, com o sonho de justiça, de paz, de amor imerecido. É esta rotina religiosa que apaga a chama por missões, tornando o coração frio, insensível ao chamado a fazer discípulos como demonstração de nossa gratidão pelo amor do Mestre, e ao entendimento de que o Senhor quer adoradores “em espírito e em verdade”, e não religiosos.
Não deixe de ter fome de Deus, não deixe de sonhar por uma vida espiritualmente melhor, não seja escravo da rotina, mas sim do Deus sempre maravilhoso e surpreendente.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Eis a vida!

Depois do dedo de Deus,
Criando Adão, da terra,
A vida garoa dos céus,
Fertilizando as muitas ‘Evas’.

Choro espontâneo de notícia estonteante
É o impacto: ‘eis o bebê, é chegado!’
Ansiedade por um futuro brilhante
É o sonho: ‘eis o homem, é formado!’

Sentimentos marcantes e profusos
Despertam na alma das mães de todo o mundo.

Pois, Deus, em doce e firme tom,
Segredou-nos à saída:
De tudo o que criei, que era bom,
Eu afirmo: ‘Eis as mães, eis a vida!’


Pr. Wagner Amaral

04 de maio de 2005
Soneto em homenagem ao Dia das Mães


sábado, 28 de abril de 2007

A Morte é o ponto de partida

O que seria a vida sem o seu final? O que aconteceria, se, de repente, os homens parassem de morrer? O que significa não morrer?

[Em seu livro Intermitências da morte, Companhia das Letras, José Saramago, autor português, questiona estruturas da religião e da filosofia a partir do significado que ambas atribuem ao fim da vida; e, afirma que a morte é o ponto de partida.]

No dia seguinte ninguém morreu. De repente não se morre mais. Aquilo que a princípio seria motivo de grande felicidade, provocaria as maiores tribulações e desarranjos; a ponto de muitos desejarem o retorno da morte ao ciclo da vida, pois com a ausência da morte a vida se torna funesta. Com o fim da morte, toda a vida precisa ser repensada, pois, a visão de mundo, além de aspectos socioeconômicos, está baseada na morte: hospitais, seguradoras, funerárias, aposentadoria, renovação, etc.

No aspecto religioso, quais seriam as propostas (novas propostas) das religiões, das filosofias? Como encarar a vida, o erro, a justiça, a eternidade, sem a morte? Quantos apelos ao juízo divino ou místico sobreviveriam à nova realidade de se viver eternamente aqui, sem uma continuação após a morte com purgatórios, céus, infernos, lagos de fogo, paraísos, belas e muitas virgens, reencarnações? Será que encontraríamos uma resposta, um caminho já existente que privilegiasse a vida ao invés da morte? Que estabelecesse toda sua estrutura moral, espiritual e social sobre uma proposta de se viver, independentemente da morte, e de se viver abundantemente?

Na conclusão de Saramago, tanto a religião quanto a filosofia perderiam sua razão de existir, pois, acredita que ambas existem para que as pessoas levem toda a vida com o medo pendurado ao pescoço e, chegada a sua hora, acolham a morte como uma libertação.

No entanto, na conclusão de Cristo, a morte não atrapalha a vida, pois ele veio trazer vida abundante (João 10.10). Sua proposta diz respeito à vida, e não somente a que está por vir, mas a começar por esta que experimentamos. A morte em si não é o ápice de sua mensagem, nem no que diz respeito a ele nem no que diz respeito a toda humanidade; pois, a vitória sobre a morte é o tema bombástico de seu ministério, e no que diz respeito a nós a vida é a razão de seu sacrifício.

A morte já não mais atrapalha, pois foi vencida. Gosto da forma como John Owen enxergou este dilema: A morte da morte na morte de Cristo. A morte morreu na morte daquele que é vida! Tanta vida que nem a morte conseguiu detê-lo. A morte, ao contrário, é fundamental para a vida. Não no sentido abstrato e absoluto da vida pós-morte, mas sim no sentido desta fase em que vivemos, pois para se ter vida abundante é preciso fazer morrer a natureza morta que nos acompanha desde o berço. Cristo disse a Nicodemos: “Importa nascer novamente”. Claro! Afinal, se seguirmos o destino sinistro da humanidade caminhamos da vida para a morte (no sentido físico); mas, se seguirmos o destino divino para a humanidade caminhamos da morte (do eu) para a vida (de Deus). Morte para o que é comum e vida como um presente de Deus para um novo, curioso e desafiante presente e futuro: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados [...] nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos” (Efésios 2.1, 5).
A morte, então, é o ponto de partida de uma verdadeira e abundante vida que não necessita da imortalidade para ser real. Quando nascemos fisicamente começamos a morrer. Mas quando morremos espiritualmente renascemos para um viver pleno antes e após a morte física.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Vontade

Para ser, estar, ou fazer algo o que é essencialmente necessário? Vontade. É certo que há momentos e situações que somos empurrados a uma atividade ou realidade que vai além de nossa disposição imediata. Muitas vezes a vontade surge após certa “obrigação”. Lembro de meus filhos quando diante de algumas sardinhas fritas, reagiram com o tradicional “eca!”. Obriguei-os a provarem, afinal só se sabe se alguma comida é boa quando se prova! Ao passarem pela inquisitiva degustação, a reação final (agora com bagagem, com consistência) foi o interessante “humm! Que delícia”. Quase não comi minhas saborosas sardinhas, felizmente (ou infelizmente) todos os três aprovaram. Daí por diante, comem com vontade.

A vontade é algo essencial para o ser humano. Algo essencial para todo líder. Sem vontade ninguém chega a lugar algum. Sem vontade ninguém aprende, ninguém entende, ninguém vence, ninguém vive. Uma pessoa completamente sem vontade está morta.

Vontade: desejo, objetivo, disposição. A Bíblia descreve em boa parte de seus textos, vontade como disposição do coração, aquilo que nos motiva, que nos impulsiona. Mas, a vontade possui seus dois lados (cara e coroa): Ela pode tanto nos levar para o bem como para o mal. Para que ela seja impulsionada para o bem, precisamos de uma combinação de vontades. Uma combinação explosiva e decisiva. Em primeiro lugar, a vontade de Deus: “Lembrai-vos das cousas passadas: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as cousas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9s). Uma vontade soberana, transformadora. Uma vontade que incomoda.

Em segundo lugar, a vontade própria, iniciativa, desejo do coração: “Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Esdras 7.10). Aqui precisamos de um entendimento adequado. A vontade de Deus é soberana, ele faz cumprir todos os seus desígnios, porém trabalha para que a nossa vontade seja semelhante a dele. Em Êxodo 3-4, temos o exemplo de Moisés completamente sem vontade, o que foi mudando com o tempo. Em Josué 1.6-9; 24.15, temos o exemplo de Josué, onde percebemos vontade para ser líder. Vontade para assumir responsabilidades. Vontade em acreditar e confiar em Deus. Vontade de seguir os preceitos do Senhor.
Deus trabalha para que aja uma combinação entre nossas vontades, e quando isso acontece nada pode nos deter: “Eu anunciei salvação, realizei-a e a fiz ouvir; deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, eu sou Deus, e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Isaías 43.12s). Para que nossa vida seja bem sucedida é necessário vontade de ser diferentemente bem sucedido, vontade de fazer aquilo que sabemos ser fundamental, vontade de aprender, vontade de ensinar. Tudo começa e termina pela vontade, por isso “renove a sua mente para saber qual a perfeita e boa vontade do Senhor”.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Corpo e sangue


Decisão de doar a vida,
Poder para reavê-la,
São traços de um projeto eterno
Que ecoa no coração trino do Deus paterno.

Rejeição, indiferença,
Traição, pregos e cruz.
Multidão cuja crença
Encontra-se em oposição a Jesus.

Por que sofrer?
Pra que morrer?

Pra revelar o amor
De quem o próprio corpo entregou.
Para doar salvação
Por quem o próprio sangue derramou.


Pr. Wagner Amaral.
Em lembrança do sacrifício de Cristo.

08/12/2005

quinta-feira, 29 de março de 2007

e-mail maldito

Usufruo desta ferramenta espetacular que é o e-mail. Como facilitou nossa vida! Praticamente acabou-se a necessidade de seguir o cansativo roteiro:

1. Escrever (datilografar).
2. Envelopar.
3. Colar o envelope.
4. Levar até o correio.
5. Enfrentar fila.
6. Colar o selo.
7. Torcer para que chegue ao destino.

Aproveito-me tanto desta quanto de outras maravilhosas ferramentas. Mas, existe o lado negativo desta comodidade. Há empresas brasileiras e americanas que implantaram o “no e-mail day” (dia sem e-mail). A razão é simplesmente porque muitos problemas são resolvidos ou solucionados quando as pessoas falam diretamente com os responsáveis.

É incrível como isto vicia! O professor Luiz Marins comentou que certo dia viu um funcionário falando a outro, sentado a seu lado: “Leu o e-mail que acabei de mandar para você? Leia, pois é muito importante!” (Artigo Faça um no e-mail day em sua empresa. Revista TAM, 2007, n.2)
. Conta-se também a anedota que em meio a um incêndio na empresa, o diretor pergunta à secretária se ela chamou os bombeiros. Ela responde: “Já enviei um e-mail com sinal de alta prioridade”.

Isso revela não somente a acomodação como também o exagero. A quantidade de e-mail com informações desnecessárias, ineficazes e fúteis é absurda. Daí o esforço de provedores e pessoas para criarem barreiras, filtros, isto é, criarem ferramentas que limitem outra ferramenta.

Teologizando, diria que o e-mail torna-se maldito quando dificulta aquilo que é essencial para o desenvolvimento das relações sociais: a comunicação pessoal, olho no olho, sentindo a expressão que revela contentamento ou descontentamento, alegria ou tristeza, animação ou indiferença. É por meio do contato visual e auditivo que a comunicação melhor se desenvolve. Nem sempre se diz com as palavras aquilo que realmente se intenciona. Em muitas ocasiões a palavra escrita ou falada aponta para um lado, enquanto a expressão facial (ou corporal) para outro, completamente avesso.

Para nós, brasileiros, a necessidade de que a comunicação ocorra de forma direta é ainda mais gritante, pois carecemos da conversa. É incrível como resolvemos os problemas quando nos comunicamos pelo meio mais rápido e direto que existe: falando. Tudo começa a acontecer.
Afinal, como diz o ditado, conversando a gente se entende...

sábado, 17 de março de 2007

Música certa

Cantai ao Senhor! Louvai a Deus!

Como Adão louvou ao Senhor? E depois Abraão, Moisés, Gideão, Davi, Asafe, Oséias, Malaquias? Como o povo de Deus se comportou individual e coletivamente na adoração a Deus através da música tocada, cantada, declamada, no período anterior a Jesus Cristo?

E a partir da presença do Messias como isso se deu? Os apóstolos, a igreja, Apolo, Barnabé, Epafras, Onésimo, Dorcas, Febe e Judas? Como Tiago, irmão de Jesus e pastor em Jerusalém pastoreou a adoração na casa de Deus? Quais seriam suas recomendações?

É claro que este louvor implica em um coração ardente e sincero por Deus, como Paulo observou aos Efésios (5.19), como também é certo sua variação (Colossenses 3.16); mas, além dos princípios divinos que servem como diretriz para o que fazemos moral e espiritualmente, em que se implica louvar a Deus, através da música?

No início a igreja carregava todo o contexto judaico em sua adoração, depois vieram as variações até chegarmos ao canto gregoriano que por muito tempo se tornou a marca do louvor. Quando Lutero introduziu o canto congregacional, levando a igreja a cantar as Escrituras, recebeu críticas de todos os lados (amigos e inimigos), foi um escândalo! Pois bem, a partir daí o canto gregoriano entrou em declínio sacramentando-se o canto congregacional com suas variações estruturais.

O que é louvar ao Senhor em Angola? O que é cantar a Deus na Rússia, ou no Afeganistão, no Canadá, ou em Israel? O que é louvar ao Senhor no Brasil? Qual a música adequada? Seria com o ritmo historicamente brasileiro? Mas, qual é o ritmo brasileiro, e qual a diferença entre o adotá-lo socialmente e ministerialmente?

Pois bem, estou interessado em ouvi-lo. Tenho o que dizer, mas prefiro começar ouvindo, e aprendendo.

Se desejar sigilo absoluto (rsrsrs) envie-me suas observações por e-mail:

prwagneramaral@uol.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2007

Missões, a arte de produzir adoradores

Apesar do discurso convincente, nem tanto pela competência argumentativa, mas sim pela repetição de chavões estratégicos, a visão acerca do propósito missionário tem sido corrompida. Três fatores cruciais:

A superficialidade exegética, rasgando as Escrituras e distribuindo-as em pedaços atraentes, e portanto usáveis, e em pedaços irritantemente perigosos, e portanto desconsideráveis. O que produz pregadores e líderes viciados na comida alheia, sem a mínima capacidade de caminhar através do estudo das Escrituras.

O sentimentalismo evangélico, que “positivamente” move, empurra, multidões à obra; e que “negativamente” cega, tornando prevalecente a emoção a emoção e razão, ou mesmo só à razão. O que cria uma atmosfera poluída de vitórias dedicadas ao esforço humano, e derrotas atribuídas ao desprezo pelo próximo.

A antiga e enraizada disposição de humanizar todas as coisas, inclusive a Deus, tirando sorrateiramente o foco do propósito divino, assim meio que inconscientemente (pelo menos no discurso), e colocando-o sobre novos propósitos, os do homem, “claro que biblicamente fundamentados, ou seria manequiados?”

A partir do início da Igreja, assumiu-se o discurso “missões”. Sempre se falou em missões, sempre se discutiu missões, sempre se fez missões, mesmo quando mal feito. Expressões se tornaram conhecidas, chegando a identificar o assunto tratado, como: “Compaixão pelas almas perdidas”, “Amor pela obra”, “O clamor dos povos”, “A necessidade dos perdidos”, “A salvação a todas as nações”, e até mesmo o tão famoso “Ide”. Em meio a contextos e grupos missionários há um natural olhar para o homem, e um natural desejo por sua salvação. Corretíssimo à luz das Escrituras essa compaixão, esse senso de dever, que pode ser feito por prazer e não por obrigação (1 Coríntios 9.16-17, 19, 22-23). Mas, qual é o propósito principal de se fazer missões?

É de simples leitura a percepção de que missões foi oficialmente iniciada na chamada de Deus a Abrão (Gênesis 12), e que perdurou por todas as páginas do Antigo Testamento, adentrando as do Novo Testamento, e culminando numa comunidade global de adoradores por toda a eternidade (Apocalipse 7; 15; 19, 21-22). Assim, resumidamente, consideremos o texto emblemático, identificado como a grande comissão, Mateus 28.18-20.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado.”

Considerando, conclusivamente, o texto, percebemos etapas?

1ª etapa: Sair. Seja “ide”, ou “indo”, mas é “saindo”. A tarefa exige a saída da Igreja para sua realização. É claro que há passos independentes, como a oração, o preparo, e o contribuir financeiramente, porém, os demais denotam em “sair do arraial”.

2ª etapa: Fazer discípulos. Fazer imitadores de Cristo, cristãos - pequenos cristos.

3ª etapa: Todas as nações. Fazer discípulos de todas as nações. Estas etapas estão diretamente ligadas a palavra de Cristo aos seus discípulos em Atos 1.8 - “sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

4ª etapa: Discípulos que multipliquem discípulos (v. 20a). “ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado”, isto é, ensinando-os a seguirem a mesma tarefa que tendes recebido.

A tarefa então é a de fazer discípulos de todas as nações. Por quê? Qual o propósito desta tarefa? O que Cristo tinha em mente?

A expressão “fazer discípulos” direciona o foco para quem? Diferentemente do que é largamente praticado, o foco destaca o mestre, não o discípulo. Conforme todo o entendimento da época, comum a todos, discípulo é aquele que imita o mestre, anda, come, veste-se, fala, age e reage como o mestre. O discípulo não tem voz, não tem vida em si mesmo. Sua vida baseia-se em ser como o mestre. A tarefa de fazer discípulos não deve, então, destacar os discípulos, mas sim, seu mestre.

Por que Deus quer discípulos? Para que estes O adorem. E esta simples e contundente afirmação está em conformidade com o todo das Escrituras. Em Êxodo 20.1-8, temos o tão conhecido texto dos dez mandamentos. Nele, o Senhor inicia observando o motivo da libertação de Israel - adoração ao Senhor. Por toda Revelação encontramos a exortação de que devemos adorar ao Senhor, pois isso lhe agrada (Salmo 105; 117; Jeremias 13.16; João 4.23s; Apocalipse 7.9s; 19). Em 1 Pedro 2.9, o apóstolo destaca em que fomos transformados, e a razão disto: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus [o que somos], a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz [o propósito].”

Há um propósito para a salvação projetada por Deus em Cristo. O ponto final da obra de Deus não é a salvação do homem, mas sim a adoração deste homem salvo à Ele. O foco está em Deus, e não no homem. Deus procura adoradores (João 4.23s), e qual é a forma de transformar o homem em adorador? Salvando o homem. Assim, a salvação não é o fim, mas o meio pelo qual Deus atinge seu objetivo de ser glorificado.

O entendimento do propósito produz uma conclusiva diferença no produto final da obra de missões:

1º exemplo: Eu saio pensando: minha tarefa é ser um instrumento nas mãos de Deus para salvar o homem. Isto é o que importa.

2º exemplo: Eu saio pensando: minha tarefa é ser um instrumento nas mãos de Deus para transformar homens em verdadeiros adoradores do Senhor. Uma vida de adoração a Deus. Isto é o que importa.

E então olhamos para nós, como igreja e discípulos: Como temos entendido esta tarefa, e qual tem sido o discurso motivador? Penso que provavelmente a razão cega que tem diminuído o ímpeto da Igreja por missões é o foco errado - de Deus para o homem. Em termos implicativos, salvar o homem não exige muito do que vai, mas transforma-lo em discípulo de Cristo, em adorador do Senhor, sim, exige de quem vai, para começar, que seja verdadeiro discípulo e adorador. Para uma igreja fazer adoradores precisa ser adoradora. Assim, fazer missões é, em última análise, adorar ao Senhor.

Somos um povo missionário?

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

A mais bela

Bela em sua simplicidade
Encanta com sua bondade
Trazendo no olhar infantil
A doçura de uma alma gentil

Sua sensibilidade à vida
Traduz em composições
Revelando sua lida
De cantar aos corações

Yumy é sem dúvida
A Agda mais bela

Com sua visão artística
E sonhadora inteligência
Reproduz a mística
De amar com urgência


Wagner Amaral
Homenagem de aniversário
à minha esposa Agda Yumy.
04/03/2007

Esperto


Na dele...
Naturalmente tímido
Ignora a idade
Curtindo o ser menino

Na pele...
Incrivelmente belo
Desperta a vaidade
Ouvindo suspiro anelo

És Toshio!
És esperto!

Em meio a comum pecado
Anseio por um futuro atuante:
Meu filho por Deus capacitado
Ministrando de forma brilhante

Wagner Amaral
Homenagem de aniversario
à meu filho Walter Toshio (14 anos)
04/03/2007

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Vencedor

Vencedor

Sorriso maroto
De menino travesso
Choro solto
De coração aceso

Olhar encantador
Que a frieza desarma
Revela o galanteador
Fazendo do charme a arma

Nome: Hissao
Profissão: Vencedor

Sonho que sua alma palpitante
Cujo afeto é gigante
Tenha por Deus sincera paixão
Tornando-se pastor de coração

Wagner Amaral
Homenagem de aniversário
à meu filho Weber Hissao (12 anos)
10/02/2007

Branca

Branca

Olhos sorridentes
Boca extrovertida
Dança evidente
Alma expressiva

A personificação da simpatia
Em seu relacionar
A roupagem da alegria
Na criatividade em se arrumar

Ana Yuky é singular
Em seu atuar

Branca como a neve
É o significado de seu nome
Alva mais que a neve
Seja sua vida no Filho do Homem

Wagner Amaral
Homenagem de aniversário
à minha filha Ana Yuky (10 anos)
18/01/2007

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Quebrantamento

“Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Salmo 51.17).

Quebrantar é debilitar, enfraquecer. Quebranto é prostrar-se. E ambos vêm da raiz “quebrar”, cuja idéia principal é a de falir, enguiçar. Assim, não há quebrantamento sem que o eu enguice com suas particularidades. Não há quebrantamento sem que o eu declare estado de falência, desistindo de conduzir-se por sua própria força e sabedoria.

Por toda Bíblia encontramos o eu lutando direta ou indiretamente para prevalecer sobre tudo e todos, e isto inclui o Senhor. É terrivelmente sério, e ao mesmo tempo infantil perceber membros que chegam ao pastor exigindo prioridade, tratamento vip, por se considerar a peça mais importante da igreja (este processo nem sempre é consciente). É claro que o pastor percebe a atitude e a condena; mas, ainda mais incrível é quando o pastor, por sua vez, chega ao Senhor da mesma maneira, esperando tratamento vip por se considerar a peça mais importante do Corpo. Toda esta realidade realça o agir determinado do ego em busca da satisfação pessoal, mesmo que seja a revelia de outros.

Somos parte, e provavelmente a não mais importante, do ministério do Senhor. Nossa aproximação de Deus deve ser sem a arrogância da auto-consideração, e sim com a gratidão de simplesmente pertencermos ao Seu ministério, por graça, por pura e bendita graça.

Seria cômico se não terrível: o homem que busca o melhor para si próprio torna-se seu maior inimigo exatamente por esta tendência. Já o Senhor que busca quebrar (falir, enguiçar) o homem, torna-se seu maior amigo. Tudo para que o homem enxergue sua realidade insana, trocando-a pelo equilíbrio de uma vida saudável, onde o Senhor é o condutor principal.
Assuma falência, e o Senhor lhe tirará da crise.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Férias


Entrei em férias.
Voltarei com novos textos em 06/02.
Enquanto... leia e comente os já postados.
Abração!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Certo ou errado?



O que é certo? ...o que é errado? Onde é a fronteira que separa este problema complicado?
O que é certo ou errado para mim o será também para quem está acomodado?
Ou é apenas uma interpretação de cada um, ...um fato isolado!
Muita coisa que ontem era errado, hoje é certo ou, ...pelo menos suportado
A humanidade "evoluiu", ...esse é o termo mais comentado!
Não há mais aquele "Vínculo de Família", ...de "Pai Considerado",
Até mesmo, talvez, porque o mundo ele não tivesse acompanhado!
No turbilhão de tantas mudanças, o pai vai ficando atrasado
Não consegue acompanhar a "evolução", ...porque é muito ocupado,
O ritmo é muito veloz e o deixa atordoado, princípios que antes eram "leis", ...hoje estão num código rasgado!
Cada ensinamento que recebeu e procurou transmitir, ...hoje está "ultrapassado",
Não sabe mais por onde seguir, ...ele esta confuso e se sente deslocado!
Como explicar a ele, que já está cansado? Como dizer a ele que tudo aquilo ficou no passado,
E que tem de enterrar quase tudo que foi planejado? Mas a vida continua no seu passo apressado!
Hoje existe a TV, a Internet e até a Escola, ...num sistema "muito avançado"...
Ele não consegue criar os seus filhos, conforme lhe foi ensinado, não consegue vencer o "ensinamento" televisado,
Nem o mundo informatizado, que invadem sua casa de um jeito mascarado!
E depois, ...quando surge o inesperado, ele acaba se julgando o grande culpado!
É culpado sim, ou pode até não ser, ...por haver se descurado,
Por não ter tido competência ou, ainda, por não ter as mudanças acompanhado,
Por ter muito trabalhado, procurando dar aos seus o conforto esperado e sonhado!
Mas será que é só isso? ...não existirá algum outro fator acumulado?
A "evolução", por acaso, ...não representou para ele um "Tornado"?
Não chegou modificando tudo, ...até o seu sonho dourado petrificando os ensinamentos que havia planejado
No final de cada dia quando chegava em casa suado? Hoje ele estranha tanta liberdade, ...e fica parado, abismado!
Ele vê que "se corre, o bicho pega" e "se para, é devorado"... E assim ele prossegue inconformado!
Será que errei? ...será que estou certo? ...não estarei errado? ...ele se pergunta desolado!

E prossegue inconsolado... estou certo?... estou errado?...


Este é o dilema do homem no mundo pós-moderno, onde os absolutos do Soberano passaram a ser encarados como relativos à razão humana.
Você lida com isto?
Wagner Amaral.

sábado, 30 de dezembro de 2006

Que povo é esse?

2006 já era!
Que venha 2007, mas que venha na graça de nosso Senhor.
Obrigado a todos os que interagiram desde o início deste blog, cooperando com o refletir e viver cristão. Tomara que o povo "batista regular" se solte (no bom sentido, rsrsrs), criando coragem de expor seus pensamentos; é incrível como este povo é ótimo no criticar e regular (trocadilho, rsrs) na criação. Creio ser o medo da exposição, da crítica; e tudo isto aponta para o problema do orgulho. Meu mestre, Pr. Jaime Augusto escreveu o livro "que povo é esse?", tratando da história dos regulares. Pois bem mestre, estou até agora tentando descobrir.
Muito bem, 2006 agora só para reflexão e aprendizado. Viva 2007 melhor!
Maranata, Senhor!
Wagner Amaral

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006


O difícil simples


O patrono não usa patuá
Mas promove a patuscada
Buscando engodar o patola
Em meio a sua patranhada

Assim como o jirigote
Precursor do jirote
Que apesar do ar juvenil
Foge do jingoto hostil

São expressões cotidianas
Da leviandade humana

Se, é difícil o linguajar
Dependente da cultura
O que dizer da singular
Espiritual ruptura?


Wagner Amaral
26/12/06
Nem tudo o que é simples é de fácil entendimento.
A tendência humana é a complicação pecaminosa.