quinta-feira, 19 de julho de 2007

Alegria contagiante

Infelizmente, faleceu hoje um irmão. Orlando era a expressão da alegria, com seu jeito carioca de ser. Assim que o conheci foi amor a primeira vista. Era impossível não gostar dele.
Pois bem, pensei em reclamar do Senhor: Por que levar os que são legais? Por que não levar os chatos, os arrogantes, aqueles que mais atrapalham do que ajudam? Por que levar aqueles que temos prazer de sua companhia? Queremos os alegres, os animados, os bons sempre conosco!

Mas, desisti de reclamar.

Primeiramente, porque de nada adiantaria, afinal o que posso diante do Senhor? Deus como Criador e Sustentador de nossa vida é quem decide os tempos, a começar pelo de nascer e de morrer. Deus é a essência da determinação: "Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo" (Tiago 4.15).

Em segundo lugar, porque não tenho certeza do que seria sua vida a partir daqui. Não sei se ele viveria tão bem como viveu. Não sei se sua vida continuaria sendo uma expressão de alegria, de contentamento, de simpatia, de saúde. Nem mesmo sei se deixaria um testemunho tão bonito, como deixa para todos, hoje. Como nos ensina as Escrituras, não sabemos o amanhã: "Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa" (Tiago 4.14).

Finalmente, porque tenho convicção de que ele está com o Senhor. Uma coisa é alguém partir sem o Senhor, outra, completamente diferente, é partir com o Senhor: "Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos" (Salmo 116.15). Disse a Nice, sua esposa, que assim que ela me informou da morte de seu marido, desliguei o telefone e imaginei o irmão Orlando chegando no céu, e com aquele sorriso largo, dizendo: “É bonito mesmo isso aqui”.

Como diz Paulo: “partir e estar com o Senhor é incomparavelmente melhor”. E, por quê? Porque certamente ele tem uma noção maior do amor de Deus: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? [...] Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura, poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.35-39).

A morte traz por algum tempo separação, traz saudade; porém, não derrota para os que estão em Cristo Jesus, pois foi definitivamente tragada pela vitória de Cristo na cruz, consumada em sua ressurreição (1 Coríntios 15.54-57).

Assim, desisti de reclamar do Senhor, e decidi agradecer pelos anos bem vividos pelo irmão Orlando, pela família bonita que o Senhor formou a partir dele, por sua salvação, pela lembrança de sua alegria contagiante.

Temos um exercício a realizar, em especial a família: Enfatizar as boas lembranças, a vida, a alegria, entendendo que agora mais do que nunca ele vive. E lembrar de seu desejo de ver toda a família, unida, adorando ao Senhor, através da igreja.

Nice, Leandro, Alex, Cassiano, mantenham a alegria que o Senhor os concedeu, tendo-o como exemplo. Mantenham os olhos no Senhor, progridam em sua fé, em sua adoração; sabendo que é assim que vocês o verão novamente. Quando todos estivermos diante do Senhor, numa única e eterna alegria.

7 comentários:

Anônimo disse...

È isso mesmo, será impossível esquecer aquele sorriso largo e maroto do irmão Orlando.
Andamos pouco tempo juntos, mas o suficiente para ser conquistado pela sua simpatia e simplicidade.
Onosso consôlo e saber que um dia daremos boas risadas aí com o Senhor!

Adaercio

Anônimo disse...

Sr Orlando me deixa a liçao de valorizar a cada momento da vida com um belo sorriso, que possamos transmitir a alegria da salvaçao e bençao imerecidas com a sinceridade de um sorriso aos nossos irmäos, graças a Deus que temos esperança de uma vida eterna ao lado dAquele que nos amou primeiro.
DANIEL NAVARRO

disse...

Que saudades dele! Também reclamei a mesma coisa com Deus!
E hoje na EBF o tema era alegria: Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo: Alegrai-vos! Fp 4:4

Assim como Paulo, o "Seu Orlando" aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, eu sempre o vi sorrindo e feliz, ele soube aproveitar a vida! Viveu a alegria do Senhor!

Que exemplo! Saudades

Anônimo disse...

Diante de tudo o que já foi dito,serei breve:
Sentirei muita saudade!!!!!!!
Richardson Zago

Gilberto Galindo disse...

Deus está no controle de tudo!
Há um tempo determinado para todas as coisas...
A dor da perda é real e nos aproxima mais do nosso amado Pai e temos a firme convicção que não estamos abandonados!
Louvado para sempre seja Ele!

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cida regis disse...

Não só o sorriso deste irmão me contagiava, mas também a sua voz.
Nas cantatas, eu as vezes deixava de cantar, só para ouvi-lo, já que que ele ficava bem atras dos contraltos. Sei que na próxima cantata vou sentir sua falta. Me desculpem se no meio da cantata eu começar a chorar, pois vou lembrar que aquela voz atras de mim não existe mais. Porém fico feliz em saber que o Sr. Orlando provalvelmente está cantando no coror la no céu.
Bjs.